Páginas

Marcadores

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Cineclube Colorado exibe curtas capixabas para debater o racismo


Por Gabriel Zambon
 
O Cineclube Colorado promove, na próxima quinta-feira (27), às 19h30, na Biblioteca Pública Municipal Madeira de Freitas - em Campo Grande, Cariacica - uma sessão de curtas capixabas que têm as questões étnico-raciais como tema central. A exibição faz parte do encerramento da “Oficina de Cineclube” e foi organizada por seus participantes. 

Oficina mostrou o audiovisual como ferramenta de transformação social. Foto: Juliana Gama

 A atividade faz parte da programação do evento “Estrelas Negras”, desenvolvida pela biblioteca, e tem como objetivo promover ações líteroculturais de empoderamento negro. Os curtas tiveram grande destaque na cena capixaba e foram exibidos em mostras nacionais e internacionais. A exibição de encerramento conta ainda com a participação do cineasta e cineclubista Marcos Valério Guimarães, realizado do documentário "Pedras Pretas".

Os cineclubes surgiram no início do século passado e desde então têm se constituído em importantes espaços de resistência, de conscientização e de encontros. É com essa proposta que os participantes da “Oficina de Cineclube” organizaram um dia para apreciar a produção audiovisual capixaba e debater sobre a questão racial e suas implicações na nossa sociedade.


Confira a programação:

> Hic. De Alexander Buck | 14 min | 2017 | ES | Ficção | Classificação: 14
“O absurdo de uma realidade. A realidade de um povo. Um curta contemporâneo sobre racismo e empoderamento negro”.

> Pedras Pretas. De Marcos Valério Guimarães | 25 min | 2012 | ES | Documentário
“Pedras Pretas, em português, é Itaúnas, em tupi-guarani. A religiosidade sempre presente na devoção ao santo negro São Benedito e ao santo São Sebastião, se unem na constituição do corpo simbólico de uma comunidade tradicional”.

> Maicoun Diéquison. De Natanael de Souza e Ramon Zagoto | 8’50 | 2009 | ES | Ficção
Sinopse: Maicoun Diéquison é um jovem de periferia, fã de Michael Jackson. Apesar de terem nomes parecidos, o Máicou brasileiro não tem as mesmas chances que o astro pop. 




AGENDA
Exibição de encerramento da Oficina de Cineclube
DATA: 27/09/2018
HORÁRIO: 19h
LOCAL: Biblioteca Pública Municipal Madeira de Freitas. Endereço: Rua Santa Marta, n° 12, em Campo Grande, Cariacica (próximo ao supermercado Carone).


ENTRA GRATUITA 



domingo, 9 de setembro de 2018

Colorado realiza oficina de cineclube gratuita

Por Linda de Abreu
 
Quer conhecer o que é e como montar um cineclube? Como escolher os filmes? Então venha para a oficina que o Cineclube Colorado vai realizar nos dias 18, 19 e 27 de setembro, das 19h às 20h30, na Biblioteca Municipal “Madeira de Freitas”, em Campo Grande, Cariacica. A participação é gratuita e terá certificado ao final do encontro. As inscrições poderão ser feitas online até dia 15 de setembro.

Clique aqui e faça a sua inscrição.

Foto: Cláudio Postay

Haverá 25 vagas para a oficina de cineclubismo, sendo 15 destinadas para quem mora no município de Cariacica, e o restante para pessoas de outras regiões. Não há limite mínimo de idade, todos podem participar. A lista com os nomes dos selecionados será divulgada no dia 16/9.

A oficina será ministrada pela músico-educadora e pós-graduada em Gestão Cultural Josi Gallina. Com experiência na área de gestão pública da cultura, Josi atua no campo da gestão cultural por meio do trabalho como integrante do Coletivo Formate. Participou da organização de quatro cineclubes na cidade de Viana - ES, viabilizados pelos editais de cineclubismo da Secult/ES.

Os temas abordados serão a história do movimento cineclubista, as leis que regem a atividade, entidades representativas do movimento e como programar filmes. Além disso, os participantes terão a oportunidade de organizar uma sessão de cineclube.

A oficina de cineclubismo faz parte do projeto que o Cineclube Colorado está desenvolvendo através de recursos do Funcultura da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). A atividade também engloba a programação do Estrelas Negras, evento promovido pela Biblioteca Municipal Madeira de Freitas, voltado à valorização e resgate da cultura afrodescendente.


Serviço

Oficina de Cineclube
Dias 18, 19 e 27 de setembro
Inscrições gratuitas até o dia 15/9
Link para inscrição: https://goo.gl/forms/jQ00NerLOomRJL773
Local: Biblioteca Pública Municipal Madeira de Freitas
Endereço: Rua Santa Marta, 12 - Campo Grande, Cariacica (próximo ao Supermercado Carone)
Informações: Whatsapp (27)998450-638 / coloradocine@gmail.com

domingo, 12 de agosto de 2018

Vídeos capixabas são premiados no Festival Curta Colorado

Foto: Cláudio Postay
Por Linda de Abreu
 
“Cruel World”, “Unreal” e “SeuZé” foram os ganhadores do Festival Curta Colorado. O resultado foi revelado no terceiro dia, após apresentação dos documentários “Rio das Lágrimas Secas”, de Saskia Sá, e “C(elas)”, de Gabriela Santos Alves. O evento aconteceu no Bar do Pantera, em Campo Grande, entre os dias 8 e 10 de agosto. Ao final, teve ainda roda de viola com Edivan Freitas e amigos.

O Festival foi realizado com recursos do Funcultura da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). O evento faz parte do projeto Cineclube Colorado, aprovado no edital de “Seleção de projetos culturais e concessão de prêmio ao desenvolvimento e manutenção do cineclubismo”. Cada ganhador recebeu um troféu e R$ 500,00.



Vencedor da categoria Videoclipe - Júri Popular

Dirigido por Bárbara Ribeiro, “Cruel World” mostra o músico Julio Camelo andando na região da Pedra dos Dois Olhos, em Vitória, de terno, em um dia ensolarado. Este é o primeiro clipe que a cineasta de 25 anos inscreve em um festival. Ela também concorreu na categoria de curtas, com o trabalho “Estuário”.
Bárbara Ribeiro levou o prêmio de Melhor Vídeoclipe, com o clipe "Cruel Word", canção do músico Júlio Camelo. Foto: Cláudio Postay
“Eu sempre quis fazer um videoclipe, pois é um tipo de vídeo que você pode experimentar muito as linguagens. Daí eu tenho esse amigo que estava me mostrando as músicas do EP dele, o “Delta”, e isso veio me dando várias ideias. Foi um filme feito de uma forma bem independente. A gente tentou ousar um pouco nos efeitos visuais, mas de uma forma bem manual, analógica. Foi uma experimentação de uma tarde, apenas fazendo arte”, lembrou Bárbara.

Vencedor da categoria Melhor Vídeo- Júri Técnico

“Unreal” foi realizado de forma colaborativa, com cerca de R$ 50,00 de orçamento. Esta é a primeira premiação de Luiz Will Gama, diretor, roteirista e editor do curta. O vídeo também foi selecionado para o Festival Nacional de Cinema Universitário Tainha Dourada, em Itajaí (SC), e para a Mostra Livre de Cinema, exibida em várias cidades do Estado de São Paulo.

“Trabalho com vídeos desde 2013, mas só agora em 2018 comecei a fazer minhas próprias produções. O impacto das redes sociais em nossas vidas é algo que eu já venho pensando e pesquisando a algum tempo. Cada vez que nos aproximamos mais do virtual nos afastamos do real. A intenção do curta é trazer o diálogo sobre como está sendo essa imagem que produzimos para as redes virtuais, uma imagem totalmente diferente do que a gente é. Outra questão abordada é a possibilidade de alterar a realidade”, pontuou o estudante de Artes Visuais e de Fotografia.

"Unreal", curta realizado Luiz Will, levou o prêmio de Melhor Vídeo do Júri Técnico. Foto: Cláudio Postay

O júri técnico do festival foi composto pela equipe do cineclube e teve como convidado o curador do CineSesc, do Centro Cultural Sesc Glória - e também cineclubista - Leonardo Almenara. O júri levou em consideração o caráter cineclubista da produção e a criatividade dos temas abordados nos vídeos.

"Todos os filmes do festival foram incríveis para o debate. Capazes de levantar e sustentar profundas e extensas reflexões sobre nosso cotidiano e nosso tempo repleto de injustiças, confuso e contraditório. Esses filmes possuem densidade em termos de conteúdo e forma, aliando uma incrível inventividade narrativa e de linguagem sendo assim, bastante adequados à reflexão e ao debate cineclubista", avaliou Almenara.

Vencedor da categoria Curta - Júri Popular

O protagonista de “SeuZé” é o pai da professora aposentada Sandra Maria de Freitas, de 52 anos. Foi ela que gravou e finalizou este curta, que mostra um senhor simples, de 82 anos, declamando poesias enquanto caminha em seu sítio localizado em Novo Brasil, Cariacica.

Com o apoio da família, Sandra Maria de Freitas conquistou o prêmio de Melhor Vídeo do Júri popular com o curta "SeuZé". Foto: Claúdio Postay.

“Meu pai tem um amor à poesia que é uma coisa escandalosa. Eu percebi que nesses momentos, quando ele fala de natureza e fala com a alma, é necessário gravar e ficar verdadeiramente eternizado. Eu tenho uma paixão pelo meu pai e pelo conhecimento que ele tem a passar pra gente. No dia, ele
foi colher umas canas e eu estava com a câmera e eu peguei na hora, nada planejado, porque isso é natural. Eu nem falei e ele já começou a declamar. O mais importante de tudo é ver a simplicidade com que isso foi feito”, contou Sandra.

Menção honrosa

Ainda, o júri técnico concedeu menção honrosa ao curta "Hic", de Alexander S. Buck, por se destacar abordando de maneira criativa o racismo e o empoderamento negro. "Hic" conta a jornada um maratonista africano que em uma crise de soluços teleportadores o aprisiona na ilha de Vitória.



quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Saiu a lista de selecionados para o Festival Curta Colorado

O Festival Curta Colorado conta com uma programação de duas mostras: videoclipes e curtas-metragens.



Com o objetivo de incentivar e divulgar as produções audiovisuais capixabas, o Cineclube Colorado promove o Festival Curta Colorado. Evento competitivo que conta com a participação do público na escolha do melhor vídeo.

Na Mostra Competitiva de videoclipes, o público irá assistir seis produções de realizadores do Espírito Santo. São obras que acompanham canções de rap, pop rock, folk e metal. O ganhador será escolhido pelo Júri Popular presente no primeiro dia do Festival.

Confira os videoclipes selecionados:
 
“Flexal Cypher”, de Miquéias Gonçalves Silva. Cariacica, 2018. Duração: 6m41s.
Sinopse: O videoclipe traz ideias de consciência para molecada, estimulando o envolvimento com a cultura e mostrando a realidade das periferias, inclusive a perseguição policial e o que acontece com os irmãozinhos que escolhem o caminho errado. Dentre as imagens teremos o visual de um dos melhores “picos” de Flexal, do qual se pode ver o monte Mochuara , o Mestre Álvaro e toda cadeia de montanhas da região, além do manguezal e outros becos e vielas da comunidade.

“Custa Nada Tentar”, de Paulo Henrique. Cariacica/ Serra, 2017. Duração: 2m55s.
Sinopse: O vídeo é uma homenagem ao Mês dos Namorados e conta como um casal de jovens se conheceu, relatando o início de um relacionamento.

“FALANGE”, de Marcus Nariz. Vila Velha, 2018. Duração: 4m37s.
Sinopse: Clipe gravado ao vivo na participação da banda Eletrofonia no web/programa 4º Studio apresenta, que revela novos talentos do ES.

“Cruel World”, de Bárbara Ribeiro. Vitória, 2018. Duração: 3m44s
Sinopse: Videoclipe da música Cruel World, de Julio Camelo, do EP Delta (2018).

“The Heart of Pandora”, de Alexander S. Buck. Vila Velha/ Vitória, 2018. Duração: 6m5s.
Sinopse: Não informado.

"Cherry Blossom", de Junior Batista. Colatina, 2017. Duração: 4m19s.
Sinopse: Não informado.

Já a Mostra Competitiva de curtas, traz nove curtas-metragens capixabas, dentre ficção e documentário. Nesta categoria serão premiados o vídeo escolhido pelo Júri Técnico e pelo Júri Popular no dia 09 de agosto.

Confira os curtas selecionados:

“UNREAL”, de Luiz Will Gama. Vitória, 2018. Duração: 14m58s.
Sinopse: Como seria se existisse um aplicativo capaz de alterar a nossa realidade durante a capturas de fotos e vídeos para as redes sociais? O que escolheríamos alterar em nossa realidade? A nossa aparência, o local onde tiramos as fotos ou quem sabe o som ambiente? Mas como saberíamos o que é real ou não? Quais seriam os impactos dessa falsa realidade?

“Os Segredos que a Cal Esconde”, de Luana Cabral e Luciana GB. Vitória, 2015. Duração: 13m46s.
Sinopse: Um projeto proposto por pesquisadores de uma Universidade alemã prevê a construção de escadas rolantes em alguns morros da cidade de Vitória.

“Fala Preta”, de Lavínia Coutinho e Roger Ghil. Vitória, 2018. Duração: 13m.
Sinopse: Corte experimental do documentário FALA PRETA, que busca percorrer, através das vozes de mulheres pretas questões como afeto, autoestima e amor.

“Estuário”, de Bárbara Ribeiro. Vitória, 2018. Duração: 10m03s.Sinopse: Ensaio crítico sobre a situação do manguezal da cidade de Vitória, o maior estuário urbano brasileiro.

“SeuZé”, de Sandra Maria de Freitas. Cariacica, 2018. Duração: 6min49s
Sinopse: Não informado.

“Do Dia em que Mudamos a Rota”, de Diego Nunes. Vitória, 2018. Duração: 9m46s.
Sinopse: Um pequeno relato dos habitantes do bairro que abraça o aeroporto de Vitória no dia em que percebemos que a rota dos voos irá mudar.

“Terra Vermelha (ou “o perigo da história única”)”, de Carlos Queiroz. Vila Velha, 2018.
Sinopse: Terra Vermelha (ou "o perigo da história única") trata do poder que o discurso hegemônico tem em produzir narrativas estereotipadas sobre um determinado lugar. Questionamos esse processo a partir do olhar sensível e poético daqueles que revelam o verdadeiro “perigo da história única". O lugar das múltiplas narrativas é, portanto, o lugar do empoderamento. Por isso: "Histórias importam. Muitas histórias importam". Agradecimentos especiais aos alunos e professores da Escola Alger Ribeiro Bossois.

“Hic”, de Alexander S. Buck. Vitória, 2017. Duração: 14m.
Sinopse: Hic é onomatopéia para soluço. Hic é um conto de Ori, o Orixá pessoal responsável pela intuição e destino. Nessa incrível jornada um maratonista africano vence a 13ª Maratona Internacional de Vitória quando uma crise de soluços teleportadores que o aprisiona na ilha de Vitória. O absurdo de uma realidade. A realidade de um povo. Um curta contemporâneo sobre racismo e empoderamento negro.

“Ensaio sobre memória e respiração”, de Luisa Naves. Vitória/ Viana/ Setiba (ES), Itueta (MG) e Florianópolis (SC), 2014. Duração: 7m30s.
Sinopse: Um retrato autobiográfico excessivo sobre o amor entre o audiovisual e a fotografia.

Votação

Após a exibição das produções o público presente será convidado a votar no trabalho audiovisual que mais gostou. Estarão disponíveis no local da exibição urna e cédulas para votação. 

Agenda

Festival Curta Colorado
Quando: 08 a 10 de agosto (quarta a sexta-feira), às 20h.
Onde: Bar do Pantera. Rua Coronel Olímpio Cunha, 07, Campo Grande Cariacica (próximo à BR 262, em frente à Feltz Motopeças).


Entrada gratuita